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Missão em Timor

Durante 3 anos estarei a fazer uma missão em Timor, pela Ordem dos frades menores capuchinhos, e neste blog tenciono contar todas as minhas aventuras e a percepção que vou tendo dos acontecimentos, tudo de uma forma peculiar que só eu sei viver :D


Domingo, 04.08.13

Abriguem Nossa Senhora que ainda se constipa...

Olá amiguinhos! Então e essas férias estão a correr bem? Espero bem que sim. Descansem muito, divirtam-se e aproveitem ao máximo para relaxarem do stress do trabalho {#emotions_dlg.faro}

Continuando a minha aventura, No dia 28 de Abril (Domingo) deu-se o 1º encontro da família franciscana, desde que cheguei a Tíbar (já houve outros anteriormente). Todos os institutos da família franciscana, residentes em Dilli e arredores, estiveram presentes, eramos cerca de 50 religiosos, isto porque não puderam vir todos. O tema do encontro foi  “Os sacramentos”. O encontro correu muito bem, com muita dinâmica, alguns vídeos engraçados passados nos intervalos dos subtemas, e algumas danças também e no final houve uma merenda partilhada. Eu estou a contar-vos isto não só pelo evento em si, mas principalmente por causa da parte da merenda. Desde que vi aquela mesa farta de sumos, bolos recheados e donuts que só via a hora do encontro acabar para atacar a mesa da merenda (não é que ande a passar fome, mas estamos a falar de bolos, coisas doces… compreende-se). {#emotions_dlg.drool}O encontro chega finalmente ao fim e eu suspirei “Oh já acabou, que pena. Parece que vamos ter de passar para o ponto seguinte, a merenda eheh…” e comecei a dirigir-me sorrateiramente para a mesa da comida quando aparece no meu caminho a irmã São, missionária portuguesa das Irmãs concepcionistas ao serviço dos pobres, com um ar preocupado e diz-me “Tinoco, preciso de um grande favor teu. A irmã Dores (também portuguesa) não se está a sentir bem, deve ter sido algo que comeu ao almoço. Será que nos podias levar a casa? Seria um grande favor que nos fazias…”. Fiquei desolado… {#emotions_dlg.tired}levaria cerca de 1h para as levar a casa e voltar, ou seja, se levasse as irmãs a casa já não voltaria e perderia a merenda, mas se não as levasse estria a cometer vários pecados, tais como, a gula, o egoísmo, a falta de caridade, entre muitos outros que poderia aqui mencionar. Claro que não pensei duas vezes e disse logo que as levava. Metemo-nos no carro e lá fomos nós. No final, como recompensa, não tive direito a bolo, mas bebi o melhor chá que alguma vez já bebi acompanhado de pão caseiro, muito fofo, presunto e queijo da serra português que a irmã São me ofereceu… Até que valeu a pena ter feito a obra de caridade… {#emotions_dlg.sarcastic}

Chegou o dia 1 de Maio. A proposta do frei Fernando para a animação da comunidade de Tíbar durante este mês foi fazer passar a imagem de Nossa Senhora por todos os bairros da zona pastoral de Tíbar entre os dias 5 e 26 deste mês. Sendo assim, todas as segundas, quartas e sextas era celebrada a missa no bairro onde a imagem se encontrava e, no final da missa, a imagem seguia em procissão para o bairro seguinte. Mas já vos falo destas procissões.

 A abertura do mês de Maria fez-se na capela central de Tíbar, com toda a comunidade presente. Celebrou-se a missa, recitou-se a oração rosário (terço) e, no final, uma pequena procissão dentro da capela. Como era eu o cozinheiro da semana, esta última parte já não participei. Fui a correr para casa a fim de preparar o jantar e, durante o caminho, ia rezando para que a electricidade voltasse (nesta semana a luz era cortada por voltas das 9h da manha e só regressava por volta das 18h, talvez estivessem a fazer a manutenção dos geradores). Cheguei a casa e estava tudo às escuras e a irmã Joana (missionária leiga), coitada, que tinha chegado essa tarde a Tíbar, porque no dia seguinte ia regressar a Portugal para passar umas merecidas férias, andava dentro de casa desnorteada, porque não sabia onde estavam as velas para as acender nem tinha lanternas. Fui à capela, peguei nalgumas velas que lá havia, peguei em todas as lanternas que encontrei na casa e que funcionavam e fui para a cozinha preparar o jantar, juntamente com a Joana. Não comecei logo a cozinhar, para ganhar tempo na esperança que a luz voltasse, fui penas descascando algumas cebolas e alhos e medindo a quantidade de arroz necessária para o jantar. Mas já eram cerca de 18:30h e a luz ainda nada, já quase não se via nada na rua de tão escuro que estava e o desespero começou a tomar conta de mim. Se já não gosto de cozinhar, menos gosto se for à luz das velas. Liguei a torneira para lavar o arroz e… nada, nem uma gota de água saiu da torneira, só ar… meti as mãos à cabeça… estavamos sem água e não tinha electricidade para ligar a bomba da água… Tinha que ligar o gerador. Não sabia muito bem como se fazia, já me tinham ensinado, mas tinha sido há 4meses atrás, já me tinha esquecido… Sabia que tinha que mudar o circuito eléctrico no quadro principal. Dirigi-me ao quadro, mas não o consegui abrir, estava trancado… o quadro é uma caixa com uma fechadura e na parte de fora da caixa tem uma manete e por cima da manete os números 1; 0; 2. Eu rodei a manete de todas as formas e feitios, mas a caixa não abria… (mais tarde vim a saber que a caixa não se abre, só temos é que rodar a manípula para a posição dos números: 1 – circuito interno; 0 – neutro; 2 – circuito externo).

Ignorei a caixa e fui tentar pôr o gerador a funcionar. Chego ao gerador e tento abrir a portinha que dá acesso ao botão de ligar e também não a consegui abrir, supus que estava trancada e não sabia onde a chave era guardada (na verdade a porta NUNCA está trancada, é preciso pressionar para dentro e rodar o manípulo para a abrir, mas isso também não sabia). Desisti de tudo e decidi esperar que chegasse alguém que soubesse ligar o gerador, até que a Joana teve a brilhante ideia de usarmos a água que temos nos reservatórios espalhados pela quinta, ou seja, teve a ideia de cozinhar com água das chuvas que a gente aproveita para regar as plantas. Concordei com a ideia, afinal de contas a água ia ser fervida e os micróbios morreriam todos (pelo menos era o que nós esperávamos). Pegamos em bacias e lá fomos buscar a água. Até teria sido uma brilhante ideia se juntamente com a água não viesse também algum verdete e um ou outro insecto morto. Mas não desanimamos, a fervura acabaria com tudo e também já eram 19h e a luz ainda não tinha vindo e já devíamos estar a cozinhar há 1h atrás… Comecei a preparar o estrugido. Ainda antes de pôr a panela ao lume coloquei dentro dela o alho e a cebola e, quando fui colocar o azeite, para ter a certeza que não colocava demasiado, peguei numa pequena lanterna para me iluminar o fundo do tacho. Tal foi a minha surpresa quando começo a sentir a mão quente e começo a ver umas pingas brancas a cair no fundo do tacho… Na verdade eu não tinha pegado na lanterna, com a pressa de despachar tudo o mais rápido possível, porque já estava super atrasado com o jantar, em vez de pegar na lanterna para iluminar o tacho, peguei numa vela… A cera misturou-se com a cebola e o azeite ao ponto de não conseguir removê-la. Só tinha duas opções, ou deitava tudo fora e recomeçava tudo de novo ou punha a panela ao lume e via no que dava… Como não se deve desperdiçar comida, tenho a dizer-vos que arroz com cera é dos melhores arroz que já comi… Felizmente a luz regressou ainda antes de termos de usar a água que tínhamos tirado dos reservatórios (ambos evitamos ao máximo usá-la). Liguei a bomba e, se não fosse o arroz de cera, teríamos tido uma refeição normalíssima. Desde esse dia que, sempre que sou eu a cozinhar, gasto cerca de 3,4 velas por semana… Estou a brincar {#emotions_dlg.bunny}

Chegou o dia 5 de Maio (Domingo), dia em que a imagem de Nossa Senhora iria começar a correr todos os bairros, um por um, durante todo o mês de Maio. O tempo ameaçava chover, mas isso não demoveu a população que acolheu em massa para a procissão. Organizou-se a procissão, com a cruz à frente acompanhada por dois acólitos, atrás o sacerdote e os restantes acólitos, logo de seguida ia a imagem de Nossa Senhora, o grupo coral e todo o restante povo.

Mal acabamos de sair da capela começam a cair as primeiras gotas de água. Toda agente preocupada, a imagem de Nossa Senhora não se pode molhar, é preciso cobri-la com um guarda-chuva (ainda não percebi bem porquê, afinal de contas a imagem não é feita de papel), mas quem é que conseguiria chegar lá acima para cobrir a imagem de Nossa Senhora? Os mais altos ainda tentaram, mas fazer a peregrinação de bicos de pés não dá muito jeito. E é a partir desse momento que todos começam a olhar para mim… realmente, aqui em Tíbar não há ninguém que se compare com a minha altura. Lá tive eu que fazer um esforço, esticar o braço todo e cobrir Nossa Senhora. 

Como o caminho da procissão ainda era longo, pensei que fossem andar a um passo rápido, mas nada disso… eles fazem as procissões tão devagar que um caracol conseguiria fazer o mesmo percurso duas vezes e ainda ficava à espera que a procissão terminasse… 5min depois parou de chover, fiquei aliviado, já me doía o braço de tão esticado que ele estava… uns minutos depois, o frei Fernando, que presidia à procissão, chamou-me e disse-me “Já que és tu o cozinheiro e a procissão vai demorar umas horas, o melhor é ires já para casa preparar o almoço” nem pensei duas vezes, ainda faltavam uns 300 metros para chegar ao desvio que leva à nossa casa já eu estava a entregar o guarda-chuva a uma irmã e a fazer-me ao caminho. Não é que quisesse fugir da procissão, é que estava com medo que S. Pedro voltasse a abrir as torneiras e teria de ir toda a procissão com o braço ao alto a segurar o guarda-chuva… Nesse dia S. Pedro até foi simpático connosco e só voltou a abrir as troneiras (e que bem que as abriu) quando a procissão terminou. No final de cada procissão os responsáveis por cada comunidade eram recebidos com a entrega de um Tais (pano típico de Timor), Nossa Senhora era recebida com um cântico e um discurso e todos os participantes tinham direito a merendar qualquer coisinha (normalmente arroz e mandioca).

Chegada de Nossa Senhora
Chegada de Nossa Senhora a um dos bairros     
Dança típica timorense para receber Nossa Senhora  
Entrega dos Tais, pano típico de Timor.
Discurso de boas-vindas a Nossa Senhora

E assim vos deixo com mais estas aventuras {#emotions_dlg.happy}

Paz e bem amiguinhos! Estaremos juntos na oração e no coração {#emotions_dlg.heart}

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por missao em timor às 06:58

Terça-feira, 16.10.12

O famoso sapo do acampamento...

A foto do famoso sapo que fez com que todo um restaurante entrasse em rebuliço... :D

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por missao em timor às 14:44

Segunda-feira, 15.10.12

O grande acampamento!!!!

Depois de acordar às 6h para dar os parabéns à minha mãe (era para ser às 5h, mas adormeci) fui à missa, tomei o pequeno-almoço, voltei à net para dar um último beijinho de parabéns à grande mulher que me deu vida e comecei a preparar a mochila para a grande peregrinação. 3 dias acampado num descampado, em Soibara, para comemorar a festa de Nossa Senhora de Aitara (=espinhos).

Às 9:30h já estavam reunidas cerca de 80 pessoas só de Laleia para subir até ao santuário. Metemo-nos nos carros e demos início à nossa Road Trip… Uns foram numa carrinha Toyota Dyna, eu numa Pick Up caixa aberta e outros num camião, sim literalmente num camião normalmente usado para transportar areia e cimento nas obras… Estávamos todos entusiasmados durante a viagem, cantando e rindo em grande algazarra. O sol batia forte, e eu só tinha os meus óculos de sol para me proteger. O caminho inicial foi em estrada minimamente aceitável, mas a meio é que começou a provação. Acabou a estrada de alcatrão dando lugar a uma estrada de terra e gravilha cheia de buracos que levantava imenso pó (acho que nesta viajem inalei mais pó que o Maradona em toda a sua vida…). Paramos para almoçar. Num local com um coberto fizemos o nosso piquenique. Durante o almoço começam a surgir imensos carros do estado e da polícia, o povo começa a ficar entusiasmado e de repente alguém me diz “É o vice-presidente de Timor-Leste”. Nem pensei duas vezes, peguei na máquina fotográfica e “click” uma foto a tão ilustre figura…{#emotions_dlg.sarcastic}

Recomeçamos a peregrinação. O pessoal que vem comigo no carro já está cansado, há mais de 3horas que andamos de carro parando só para almoçar. Cansado do silêncio que se abateu decidi ouvir música… melhor, decidi recordar as minhas viagens de carro em Portugal e comecei a ouvir a Mega Hits (não a rádio, mas um improviso meu). A cada intervalo de 2/3 músicas repetia “Mega Hits, boa tarde, eu sou a Filipa Galrão e tenho 45’ de música sem para só para ti”, entre outras coisas do género (sim, tinha que ser a Filipa Galrão, afinal de contas sou o seu fã nº 1 e sim, eu imitava a voz dela, tudo para criar um clima mais real das suas emissões). Como tem sido hábito, só eu é que percebia a piada e só eu é que me ria…{#emotions_dlg.tongue}

Mais duas horas de viagem e paramos numa ribeira (paramos literalmente lá, porque o carro tem que a atravessar para passar para o outro lado da margem e não existem pontes… a parte mais funda da ribeira dá-me pelos tornozelos…). Mais uns quilómetros e finalmente chegamos ao destino… uma espécie de recinto de festival de verão. O local estava animado, cheio de música. Umas vinham das carrinhas dos peregrinos que vinham chegando e outras músicas vinham dos dois restaurantes presentes na zona. Depois de montada a tenda fui dar uma volta para conhecer a zona. A primeira coisa que me apresentaram foram as casas de banho e a partir desse momento rezei para que nada de mal acontecesse com o meu estômago… havia sanitas, não havia era como fazer a descarga… O banho também foi posto de lado, uma pequena pia onde ia pingando água de vez em quando… Em Roma sê romano, mas há que manter um pouco o nível… {#emotions_dlg.snob}

Fui conhecer o pessoal do restaurante. Eram pessoas simpáticas e até falavam razoavelmente bem o português. O contacto com eles deu para perceber que, tal como eu, eles também viram o filme Madagáscar, principalmente a cena final dos pinguins. Sempre que eles não entendiam algo que dizia eles “sorriam e acenavam”, tal como os pinguins no filme :D No dia seguinte, por volta das 7h, acordei com a melhor música que há para despertar “ai se eu te pego”… Quase me estragavam o dia… Depois da missa veio o pequeno-almoço e uma manha inteira sem muito para fazer… Aproveitei o tempo morto para melhor conhecer o pessoal que veio comigo à peregrinação e para conhecer o santuário e a igreja paroquial. À tarde tivemos a procissão do Santíssimo Sacramento que mais uma vez durou uma eternidade. Começou às 17h e acabou depois das 20h… Já estava farto de andar… a parte positiva é que deu para ir rindo com as gaf’s dos padres que iam orientando a procissão seguida da voz irritada do Bispo a corrigi-los. {#emotions_dlg.clown}

À noite, enquanto uns preparavam o jantar (as mulheres), os outros iam-se divertindo com uma guitarra e cânticos populares timorenses. Eu só batia palmas, mas foi tão animado que desejei que aquele momento se prolongasse por muitas mais horas…{#emotions_dlg.happy} Depois do jantar fui ter com as meninas do bar para continuarmos as nossas conversas em quase português até que uma me diz “eu gosto muito de Português, ensina-me a falar melhor” “claro, em 5min. irás aprender muita coisa, sem dúvida... “. Tudo corria dentro da normalidade até que, de repente, vi um sapo à minha frente. Fiquei entusiasmado e decidi tirar-lhe uma foto. Peguei no tlm, liguei a câmara e lá fui eu atrás do sapo. Como a camara não tem flash e era de noite, não dava para tirar uma foto nítida, resultado? Coloquei toda a gente do restaurante em grande alvoroço atrás do sapo a fim de o encaminhar para um local com luz para que, finalmente, pudesse tirar a bendita foto. Com muito esforço consegui tirá-la, a prova virá noutro post.

O último dia começou com a desmontagem do acampamento. O programa do dia era participar na procissão da Nossa Senhora de Aitara, assistir à missa, metermo-nos no carro e arrancar. O almoço seria junto do riacho que não ficava muito longe do local do acampamento. Inicia-se a procissão e, claro, o repórter Tinoco começa a andar duma ponta a outra a tirar fotos, parecia um profissional. Chegado perto da entrada do Santuário parei com as fotos a fim de me juntar com alguns jovens que vieram comigo. E qual não é o meu espanto quando, de repente, começo a ouvir alguém a rezar o terço em português. Nem pensei duas vezes, aproveitei uma pausa e meti conversa. Cada vez mais tenho orgulho em ser português, nós somos realmente um povo solidário. Mal me apresentei como um português que estava em Timor há duas semanas ela, a menina Helena, perguntou-me logo se estava bem instalado, se precisava de alguma coisa e até me deu o contacto dela caso precise de apoio durante a minha estadia por cá. Uma pessoa fantástica. É por isto que me orgulho em ser português, somos um povo realmente solidário.

Acabadas todas as celebrações regressamos a casa. A paragem no riacho foi muito boa não só para almoçar, mas também para o meu corpo sentir o que já não sentia há 3 dias… água fresca…{#emotions_dlg.happy} Acabado o almoço lá fomos nós em direcção a casa. O nosso carro ia animado, eu ia na parte de trás, de pé. Por cada casa que passávamos as pessoas acenavam-nos e nós respondíamos. Foi incrível, parecia o Papa no Papamóbil a acenar às pessoas. A animação aumentava sempre que nos cruzávamos com outros carros da peregrinação. Como as paragens foram muitas, devido a uma avaria numa das carrinhas, acabamos por nos cruzarmos muitas vezes com os mesmos carros. Num desses cruzamentos, enquanto acenava para o camião, umas raparigas que viajavam nele gritaram “amô”. Passei-me, “Como?! Amor?! Eu até acredito no amor à primeira vista, mas com tanta gente ao mesmo tempo?” – parei para pensar – “Ups! É verdade, amô quer dizer Padre em Tetum…” O meu Ego quase me tramava…{#emotions_dlg.bunny}

Devido à avaria da carrinha, um problema com o radiador, as paragens foram muitas e demoradas, o que deu para continuar a “tentar” meter conversa com o pessoal. Finalmente, e ao fim de muitas tentativas, já nos começamos a entender… numa mistura de Tetum-português-linguagem gestual as conversas, ou o que mais se aproximava disso, começaram a fluir.

A nossa carrinha parecia aquelas carrinhas dos filmes americanos que transportam os grupos corais em que o pessoal só canta música de Igreja com todos aqueles nerd’s… Foi melhor do que esperava, não pelas músicas (prefiro as do meu tlm), mas pela animação…{#emotions_dlg.blink} Com a chegada da noite, chegou também o cansaço. O sono apanhou quase toda a gente, restando só eu e outro frade acordado. Chegados finalmente a casa jantei, tomei um mais que merecido banho e fui à net dar os parabéns ao meu afilhado. {#emotions_dlg.happy} E como sou um padrinho dedicado, ou pelo menos tento, ainda acordei às 5h da manha para lhe dar novamente os parabéns… Com cerca de 3horas dormidas, depois de uma viagem dura como foi, as minhas olheiras eram tão grandes que mal conseguia abrir os olhos… mas foi bom ter visto a minha família toda e em especial o meu pai que já não o via desde o jantar de despedida em família, ainda em Portugal.

Paz e bem amiguinhos! Estaremos juntos na oração e no coração.{#emotions_dlg.heart}

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por missao em timor às 15:22

Segunda-feira, 08.10.12

"A força armada timorense"

Não a verdadeira força militar timorense, mas uma representação...
Com direito a voz de comando e tudo... "direita, volver" {#emotions_dlg.happy} 

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por missao em timor às 03:44


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