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Missão em Timor

Durante 3 anos estarei a fazer uma missão em Timor, pela Ordem dos frades menores capuchinhos, e neste blog tenciono contar todas as minhas aventuras e a percepção que vou tendo dos acontecimentos, tudo de uma forma peculiar que só eu sei viver :D



Sexta-feira, 19.04.13

Finalmente!!!

Olá amiguinhos! Desculpem a minha ausência, disse que iam ser apenas 15dias, mas não tive tempo para escrever nada, o tempo está a ser tão bem aproveitado que chego à noite completamente esgotado. Mas há que ver o lado positivo, quantas mais actividades tiver mais coisas tenho para vos contar {#emotions_dlg.tongue}

Continuando a aventura… No dia seguinte ao retiro em Dare, na segunda-feira 4 de Março, depois de mais um dia de aulas, tivemos um dia muito esperado por toda a fraternidade, a bênção da nossa nova mota. Como os trabalhos pastorais se multiplicaram, apenas um carro deixou de ser suficiente para responder a todos os serviços, sendo assim decidimos comprar a mota para nos apoiar nas deslocações. Depois do almoço reunimo-nos todos em volta do “novo membro” da fraternidade. Durante o acto da bênção o superior pediu para que a mota fosse usada com consciência, responsabilidade e segurança. No final todos nós pudemos sentar e experimentar a nova menina. Quanto a mim vou começar a ter aulas de mota para tirar a carta (desculpa mãe, sei que não gostas de motas, mas prometo ser um bom menino na estrada).

 

 

Tal como em Portugal, aqui em Timor também estamos no tempo da chuva. A diferença é que a chuva de cá não vem acompanhada de frio gelado, mas de uma ligeira descida de temperatura, tipo 19ºC {#emotions_dlg.sol} . As chuvadas foram fortes, criando grandes rios, mas sem inundações, o que fez com que o esgoto de escoamento junto de nossa casa ficasse entupido com variados tipos de lixo, especialmente terra e folhas de palmeira. Fartos de esperar por uma acção do ministério das infraestruturas decidimos pôr mãos à obra e, a exemplo dos frades menores capuchinhos dos primeiros tempos, fomos fazer aquele trabalho que é necessário, mas que ninguém quer fazer. E preparámo-nos todos, no sábado de manhã com pás, sacholas, arados, catanas e carrinhos-de-mão e fomos limpar a estrada. Um trabalho de grupo que nos ocupou a manhã toda e deixou-nos completamente esgotados. No final do trabalho ficou a certeza de que nos próximos dois anos não teremos problemas com o escoamento da água. E como o dia ainda era uma criança, principalmente para vocês que tinham acabado de acordar, de tarde, apesar de muito cansado, ainda tive que ir, juntamente com o frei Agostinho, ensaiar o grupo coral para a animação da missa do dia seguinte que, mais uma vez, iria ser eu a dirigir… Eu admiro-me como eles ainda pensam que eu percebo de música e que sei cantar… Parece que o segredo está em fazer as coisas com confiança {#emotions_dlg.ok}

No dia seguinte, Domingo, depois de ter dirigido o grupo coral, que mais uma vez cantou maravilhosamente bem (não graças a mim que só me limitei a dar a entrada com a viola e a marcar os tempos) eu, o frei Agostinho e os jovens de Tíbar iniciamos o nosso retiro da quaresma, em jeito de peregrinação, até à estátua do Papa João Paulo II, uma caminhada de cerca de 35min pelo meio da montanha. Como sou uma pessoa que trata sempre de tudo atempadamente, tenho sempre tudo bem organizado e nunca me esqueço de nada, depois da missa tive que dar corda aos sapatos e correr até casa (com a mochila e a viola às costas) para ir buscar o pão que tinha ficado no forno (felizmente desligado senão torrava o pão) para comer durante o almoço, que seria partilhado, e voltar à estrada para me juntar ao grupo… Não sei se fui eu que dei uma de Speedy Gonzales ou se foram eles que decidiram andar a contemplar todas as pedras que encontravam pelo caminho, o que é certo é que quando os apanhei ainda só tinham andado cerca de 200 metros… o retiro contava com uma caminhada e algumas paragens pelo meio para uma pequena reflexão sobre a fé, visto que a Igreja celebra este ano o Ano da Fé. Na peregrinação participaram cerca de 25 jovens. Chegando ao local Fizemos a nossa última reflexão, todas elas baseadas na fé das principais personagens bíblicas, partilhamos experiencias, expressamos o que sentimos durante o retiro e deram-se algumas sugestões para encontros futuros. Terminada a reflexão fomos todos almoçar ao som de música ao vivo tocada por um dos jovens que caminhou connosco. Como a hora prevista para o frei Fernando nos vir buscar era para as 14h e ainda só eram 13:15h decidimos todos atravessar a rua e ir à praia. Comecei a esfregar as mãos e a pensar “É hoje que vou dar um mergulho”… Chegados lá, começaram todos a ir para trás de umas rochas, não fiquei atrás e fui também pensando que ia encontrar um pequeno paraíso, mas afinal não passava de uma simples baía sem grande beleza. Voltei para trás, tirei a t-shirt e preparei-me para ir ao banho. Quando estava prestes a mergulhar, com a água já acima dos joelhos começo a ouvir “frei Tinoco mai frei Fernando foin to’o”(frei Tinoco vem, o frei Fernando já chegou). Completamente desiludido lá fui eu para o carro… posso dizer-vos que já lá vão 6meses e ainda não dei um mergulho em Timor… Mas hei-de dar e ainda este ano, espero eu…

Amiguinhos desta vez foi um texto um pouco mais curto que o normal, mas espero que gostem. A todos desejo uma boa Páscoa (até ao Pentecostes ainda é Páscoa) e que continuem a divertir-se com o meu blog. {#emotions_dlg.happy}

Paz e bem amiguinhos! Estaremos juntos na oração e no coração {#emotions_dlg.heart}

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por missao em timor às 00:50


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