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Missão em Timor

Durante 3 anos estarei a fazer uma missão em Timor, pela Ordem dos frades menores capuchinhos, e neste blog tenciono contar todas as minhas aventuras e a percepção que vou tendo dos acontecimentos, tudo de uma forma peculiar que só eu sei viver :D



Quarta-feira, 02.01.13

No Katua's às 10horas...

Foi a frase que nos marcou no encontro com o Frei Filipe e a irmã Joana, nossos anfitriões, os quais ainda não conhecíamos.

Chegar lá foi fácil! Basta sobreviver à viagem de táxi que inclui suportar os típicos 35º e quase 100% de humidade de Dili, coisa pouca quando não se tem meia centena de mordidelas de mosquitos pelo corpo, o que infelizmente não era o nosso caso. {#emotions_dlg.blushed}

Não sabíamos bem como nos iríamos reconhecer mutuamente, mas quando entramos no restaurante, nada podia ser mais fácil. Eramos basicamente os dois únicos ‘gringos’ com duas mochilas de dois metros cúbicos às costas! Difícil mesmo, era passar despercebido. Tivemos no entanto a sorte de o Frei Filipe enfrentar a vergonha de dizer que nos conhecia e vir ter connosco, apresentando-se. {#emotions_dlg.happy}

Deu-se assim início a esta grande aventura. Comemos sofregamente a primeira refeição de jeito em Dili e fizemo-nos à estrada, rumo a Laleia. Debatendo as grandes questões da astrologia pelo caminho, foi-nos sendo introduzida a vida no aquário de Laleia. Peixe era Pouco, a Balança era para ver se não emagrecíamos demasiado e os escorpiões podiam andar no chinelo. {#emotions_dlg.tongue}

À chegada conhecemos a comunidade de irmãos em que nos íamos integrar. Toda a gente era muito simpática, à excepção de um indivíduo alto e magro meio marroquino. Esse não. {#emotions_dlg.annoyed}

 De manhã as funções eram dadas pela Joana. Fazíamos a formação às seiscentas (6:00) e as coordenadas de ataque eram vincadas por batidas da sua chibata. 

Não espera, estou a confundir. Estávamos só a comer bolachas e a tomar o pequeno-almoço, sim, é isso. Bolachas e ABC, uma mistura local viciante que faz as pessoas voltar por mais!

Claro que não é possível descrever tudo o que fizemos, primeiro porque nós não sabemos bem o que é relevante nem sabemos avaliar o tamanho das coisas, e segundo porque a internet não é grande que chegue. 

As pessoas são muito simpáticas e têm sempre um Bom dia ou um “Di’ak ka lae” pronto para nós, fazendo-nos sentir parte da rotina muito rapidamente. {#emotions_dlg.happy}

As histórias que se ouvem são muito duras de se contar, transparece mais o sofrimento nessa dificuldade do que nas poucas palavras que se dizem. Faz-se algum jogo de cintura para matar a curiosidade, mas com muito cuidado para não desrespeitar ninguém.

No entanto a alegria dos mais novos é o que mais transparece na rua. Os grupos de meninos a correrem e pedalarem pela rua fazem relembrar aquilo que de tão bom se perdeu em Portugal. Há muito que não se vêm bandos de pardais à solta no nosso bairro. 

Fizemos o possível por ir espalhando betadine pelas feridas que víamos (montados a cavalo e utilizando uma útil super-bisnaga), ensinar o que de pouco e oportuno sabíamos e mostrar que também queríamos aprender com todos. Demos, com gosto, conselhos sempre que nos foi pedido e achamos oportuno sempre que o recebemos.

Chegada a hora de partir, ficamos com saudades, muitos dos sítios visitados e ainda mais das pessoas. Certamente nenhumas dos mosquitos.
O nosso obrigado por todas as acções e conversas em grupo.

Um forte abraço e beijos na testa para todos, {#emotions_dlg.cry}

Camilo e Pedro (oin-oin)

Paz e bem amiguinhos! Estaremos juntos na oração e no coração. {#emotions_dlg.heart}

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por missao em timor às 10:10



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