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Missão em Timor

Durante 3 anos estarei a fazer uma missão em Timor, pela Ordem dos frades menores capuchinhos, e neste blog tenciono contar todas as minhas aventuras e a percepção que vou tendo dos acontecimentos, tudo de uma forma peculiar que só eu sei viver :D



Quarta-feira, 12.12.12

As mulheres e as suas fobias...

Olá amiguinhos! Continuando o desenvolvimento da última semana, depois dos aniversários do irmão Rafael e do frei Nicolau, da visita dos familiares do frei Nicolau, das minhas apetitosas refeições e da visita do grupo de estudantes missionários, novos rostos apareceram no meio de nós para nos ajudar na nossa missão.

Na quarta-feira (dia 28) acolhemos, no meio de nós, um jovem, o Carlitos, vindo de Ossu querendo experimentar o sabor da nossa vida capuchinha. Com todo o gosto o acolhemos e connosco permaneceu durante uma semana. É um rapaz interessante, inteligente e com sentido de humor. Participou em todas as nossas actividades e disponibilizou-se para nos auxiliar em tudo o que precisássemos. Que Deus o abençoe e que ele cresça em graça e sabedoria e que o torne um santo frade capuchinho.

No dia seguinte foi dia de mais “visitas”. A chegada de mais dois missionários portugueses, o Camilo e o Pedro, ambos de Braga. O Camilo é engenheiro e o Pedro enfermeiro. Dois rapazes fantásticos, com grande sentido de humor e cheios de vontade de nos auxiliar em tudo o que precisarmos. Têm sido incansáveis… E claro, quando se mistura uma tarde de descanso, 3 portugueses e 3 computadores com internet só pode dar em tarde de vício nos jogos online… {#emotions_dlg.bunny} Foi assim que nós os 3 passamos a tarde de Domingo, depois de uma manhã a alimentar espiritualmente a comunidade de Laleia…

Como a vida não pode ser só trabalho também é preciso parar para reflectir e escutar a voz de Deus. Sendo assim, no dia 1, os pós-noviços (eu e os 3 timorenses) e o frei Hermano Filipe fomos participar num retiro espiritual, só para religiosos, no colégio salesiano na Diocese de Baucau… O retiro contou com todos os religiosos (ou quase todos) da Diocese de Baucau. É sempre muito bom reencontrar esta grande família de religiosos, de trocar experiências e de nos divertimos como uma grande família de Deus que somos. Para mim o retiro foi mais uma espécie de travessia do deserto (apanhei uma grande seca durante a exposição do tema) misturada com o Pentecostes (o pregador não disse uma única palavra em português, só usou o tétum e duas ou três palavras do inglês)… felizmente Deus abriu-me o entendimento e consegui perceber a ideia da pregação, mas não foi fácil… {#emotions_dlg.happy} Depois de enchermos o espirito fomos encher a barriga… um lanche à maneira cheio de coisas boas, só larguei a mesa, porque o pessoal começou a dirigir-se para o local onde iria haver confissões e a celebração da eucaristia… {#emotions_dlg.happy} Chegada a hora das confissões quem é que estava disponível para me atender? Um padre indonésio… Ele não falava português, eu ainda não falo fluentemente tétum, só restava uma língua, o inglês… {#emotions_dlg.smile} E comecei eu: “Sorry bro, i’m a big sinner” (em português: “Desculpa mano, sou um granda pecador”)… Estou a brincar, confessei-me em inglês, mas num inglês correcto {#emotions_dlg.bunny} Depois de celebrada a eucaristia veio o grande almoço… Durante o almoço, ao falar com uma irmã timorense que residiu durante dois anos em Portugal, ela contou-me que ficou desiludida com o natal em Portugal… Tanto alarido em volta desta grande festa, tantas cerimónias e expectativas para no final comer bacalhau cozido com batatas cozidas… Habituada a ver, nos dias de festa, muita e variada comida ficou desiludida quando viu a nossa ementa natalícia… {#emotions_dlg.no}

De regresso a Laleia, depois do retiro, paramos numa pousada com esplanada, em Baucau, para tomar algo fresco… Enquanto esperava que fosse atendido reparei num grande alarido a acontecer dentro do estabelecimento era um português, o Carlos, que trabalha lá na construção, que estava a assustar as empregadas da esplanada com um toké, um bicho parecido com o sardão. Elas gritavam, elas corriam, tentavam fugir do português, mas não havia hipóteses, elas só de olhar para a mão do Carlos, que segurava o toké, borravam-se de medo… Pelos vistos o toké em Timor é como as baratas em Portugal, não fazem mal nenhum, mas as mulheres fogem deles como o diabo foge da cruz… As raparigas estavam tão apavoradas que foram esconder-se dentro da casa de banho e uma até desmaiou lá dentro (segundo o que elas dizem)… Entretanto o Carlos decidiu dar umas tréguas às raparigas e largou o toké… dentro da esplanada junto da casa de banho delas… ahahah {#emotions_dlg.bunny} Depois de meia hora disto lá fui ajudar o Carlos a pegar no bicho que entretanto já tinha apanhado com uma vassourada das raparigas, coitado do bicho… Devolvi o bicho à natureza, as raparigas saíram da casa de banho e ficamos todos à porta da esplanada na conversa. Depois de tudo resolvido, regressamos todos a casa numa viagem tranquila… {#emotions_dlg.happy}

Paz e bem amiguinhos! Estaremos juntos na oração e no coração{#emotions_dlg.heart}

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por missao em timor às 02:56



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